quarta-feira, 28 de março de 2012

Rejeição da Graça - A Blasfêmia Contra o Espírito Santo

Rejeição da Graça - A Blasfêmia Contra o Espírito Santo Marcos 3.20 Muito se tem falado ultimamente sobre o Espírito Santo. Diversos assuntos bíblicos são abordados, assuntos correlacionados à obra e à pessoa do Espírito Santo das maneiras as mais criativas e fantasiosas, que levam as pessoas a extremos insanos como de apelos emocionalistas que não transformam o ser, mas produzem sentimentalismos desenfreados. Porém, ao ser referida a questão do relacionamento com o Espírito Santo, há um ponto que nem sempre é trabalhado, pois é pouco atraente, nem um pouco contagiante e escassamente emocionante — é a blasfêmia contra o Espírito Santo. No texto, vemos um quadro onde os escribas revoltados com os ensinamentos de Jesus e Sua autoridade, procuram uma fortim de condená-Lo publicamente e mesmo deturpar os Seus sinais. Porém, a maneira como Jesus os confrontava quanto à interpretação da Lei e anunciava uma contracultura através do amor, do serviço a favor da retidão que vem do coração, os irritava tremendamente. Associado a este fato, nota-se a preocupação dos familiares de Jesus em poupá-Lo de tais ataques proclamando que Ele estava fora de Si. O momento era difícil: por um lado era chamado de maioral dos demônios, por outro de lunático; então Jesus fala sobre a blasfêmia contra o Espírito: "Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: pecados, e blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão..." (w. 28-29). 1 - A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO CONSISTE NA REJEIÇÃO DA GRAÇA Há muita confusão sobre o que é na verdade a blasfêmia contra o Espírito Santo. Isto se deve ao fato das diversas correntes de interpretação do assunto o fazerem segundo suas normas eclesiais e para satisfazer a curiosidade sem profundidade de muitas pessoas. Uns dizem que a blasfêmia contra o Espírito Santo é o cair da graça, ou seja, perder a salvação após tê-la experimentado. Então, o que se conclui é que a graça nunca foi de fato graça, mas ameaça a uma maior desgraça. Na história da Igreja cristã, muitos estudiosos emitiram seus pareceres neste assunto. Para Irineu era a rejeição do Evangelho; para Atanásio era a negação da divindade de Cristo, a qual foi evidenciada ao homem pela concepção do Espírito Santo; para Orígenes era toda a quebra da Lei após o batismo; para Agostinho era a dureza do coração humano rejeitando a obra de Cristo. Pelo texto pode-se concluir que tal pecado consiste na rejeição da Obra, Divindade e Ministério Salvífico de Cristo. Nós obtemos o perdão e a remissão dos nossos pecados pela aceitação do sacrifício de Cristo na cruz. A negação de tal fato, implica em não anulação dos pecados. Ou mais: se é o Espírito que nos convence do pecado e nos conduz ao arrependimento e consequentemente ao perdão, é a rejeição durante esta vida toda de tal obra. Judas Iscariotes é um exemplo bíblico bem claro de tal fato. Judas viu Jesus de perto, participou de Seu ministério, ajudou em milagres, conhecia os lugares de oração, porém, não conhecia a Cristo como seu Salvador. Os Escribas também conheciam muito bem a Lei e os profetas, sabiam de cor suas orientações, mas negavam e rejeitavam o seu cumprimento em Jesus. Jesus enviou Seu Espírito para realizar a obra de convencer o homem e levá-lo ao Evangelho. A rejeição deste Evangelho não tem perdão, pois se constitui no pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo. 2 - A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO RESULTA EM CONDENAÇÃO ETERNA O texto que nos serve de base faz alusão aos resultados imediatos e vindouros de tal pecado. O pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo é algo que traz terríveis consequências. Aquele que incorre neste pecado está destinado à perdição. Nenhum outro pecado é tão terrível em consequências como este. A ausência de perdão é fatal. Pois o perdão é o elo de religação, restauração entre a divindade e o homem. Sem este elo, Deus é inacessível ao homem. Sem o perdão não existe possibilidade de redenção, de comunhão, de andar junto, de desfrutar e compartilhar com Deus. Sem o perdão não há salvação. Quando Deus recebe o homem em Seu descanso eterno, é porque em Cristo houve perdão de pecados, e por este meio o homem é reabilitado a desfrutar das delícias do Senhor. No presente, o homem é restaurado de suas iniquidades que fazem separação entre ele e Deus. O endurecimento de coração do homem diante de Deus e a rejeição do seu amor fazem com que ele permaneça no estado de condenação. Por outro lado, Jesus afirma: "todo aquele, pois que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha" (Mt 7.24). O crente verdadeiro não comete este pecado, e a evidência disso é o acolhimento da Palavra do Senhor e a sua prática. 3 - A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO SANTO É UMA ATITUDE QUE PODE SER CORRIGIDA A recusa da graça de Deus em Cristo Jesus leva à condenação eterna. No entanto, essa blasfêmia contra o Espírito Santo pode e deve ser corrigida, pois o que Deus deseja é a salvação de todos os homens (I Tm 2.3-4). A verdadeira solução para a blasfêmia contra o Espírito Santo encontra-se na afirmação bíblica: "... hoje se ouvirdes a sua voz não endureçais os vossos corações..." (Hb 3.7-8; SI 95.7-8). Assim, a solução está na volta para Deus, através do arrependimento e da fé no Senhor Jesus. Dai, podermos afirmar que o pecado imperdoável torna-se perdoável através da conversão. Alguém já disse: "O caminho de Deus não é fechado contra ninguém, senão para aquele que o fechou contra si mesmo". A partir do arrependimento e da conversão, esse caminho é desobstruído, o perdão de Deus é estendido e o Espírito Santo, passa a morar no coração do arrependido, confirmando que ele já não é mais um blasfemo. Na opinião de C. Senft "cada indivíduo deve combater sem tréguas o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo, clamando pelo Espírito Santo, arrependendo-se e obedecendo” (Lc 11.13). DISCUSSÃO 1. Quem é que blasfema contra o Espírito Santo? 2. O comportamento de alguém pode levar outras pessoas a blasfemar contra o Espírito Santo? Explique. PARA PENSAR A partir do arrependimento e da conversão, esse caminho é desobstruído, o perdão de Deus é estendido e o Espírito Santo passa a morar no coração do arrependido, confirmando que ele já não é mais um blasfemo. Autores: Rev. Anderson Sathler, Rev. Dionei Faria, Rev. Eneziel Peixoto de Andrade, Rev. Sérgio Pereira Tavares e Rev. Wilson Merick de Souza

terça-feira, 27 de março de 2012

finais dos tempos ,guerras, rumores de guerras e terremotos

A história da humanidade sempre foi marcada por guerras sangrentas. Desde a antiguidade, passando pela idade média, e chegando a nossa idade contemporânea, muitos perderam a vida guerreando ou sendo apenas vítimas de guerra. Nunca o ser humano guerreou tanto como nos séculos XX e XXI. Somente no século XX, cerca de 191 milhões de pessoas morreram em combates ao redor do mundo. Apenas para ilustrar a evidência desse sinal, citarei algumas das guerras ocorridas nos últimos 100 anos: Guerra russo-japonesa (1904-1905) Terceira Guerra centro-americana (1906) Quarta Guerra centro-americana (1907) Guerra Itália-Turquia (1911-1912) Guerra da independência do Tibete (1911-1912) Guerra do Paraguai (1911-1912) Primeira Guerra Mundial (1914-1918) Guerra Turquia-França (1919-1921) Guerra Turquia-Grécia (1919-1922) Guerra Japão-China (1931-1933) Guerra do Chaco (1932-1935) Segunda Guerra Mundial (1939-1945) Guerra do Sinai entre Israel-Egito (1956) Guerra Hungria-União Soviética (1956) Guerra Índia-China (1962) Guerra da Cashemira entre Índia e Paquistão (1965) Guerra Israel-Egito (1969-1970) Guerra do Vietnã (1965-1975) Guerra Honduras-El Salvador (1969) Guerra das Malvinas (1982) Guerra do Golfo (1990-1991) Bósnia e Herzegovina (1992-1995) Guerra Eritréia-Etiópia (1998-2000) Guerra do Iraque (2003) A lista realmente é grande e nos impressiona. Jesus nos disse que esse sinal aconteceria antes de seu retorno, mas ainda não seria o evento definitivo para sua segunda vinda. Mateus 24:7-8 "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores [de parto e de uma angústia intolerável]." Lucas 21:11 "E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências (pragas: doenças epidêmicas malignas e contagiosas que são mortíferas e devastadoras); haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu." O termo "nação contra nação, reino contra reino" usado aqui pelo Senhor Jesus, foi o mesmo termo usado em 2 Crônicas 15:1-7 e Isaías 19:1-2. A história da humanidade sempre foi marcada pelas guerras. Porém , o século XX foi, sem sombra de dúvida, o século onde mais houve as maiores guerras ao redor do mundo. Guerras não só em quantidade, mas também em nível de devastação. Pelos noticiários, nós ficamos sabendo apenas das guerras que são notícias em âmbito mundial. Os conflitos menores acabam nem sendo noticiados. O terrorismo é uma modalidade de guerra que voltou com toda força no século XXI. Fome e epidemias logo antes da volta de Jesus “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.” - Mateus 24:7-8 “E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.” - Lucas 21:11 Ao analisarmos Mateus 24:7-8 e Lucas 21:11 mais cuidadosamente, o Senhor Jesus diz que as guerras serão seguidas de fomes, de pestes, de terremotos em vários lugares. O versículo nos diz que não necessariamente as epidemias, as fomes e os terremotos acontecem por causa da guerra. Mas são vários eventos que acontecem sucessivamente e simultaneamente. A Primeira e a Segunda Guerra Mundial foram seguidas pela fome enfrentada pela população, principalmente nos períodos de pós-guerra. O término da Primeira Guerra Mundial foi marcado pela grande epidemia de influenza (gripe espanhola) dizimando a população européia, em 1918 – estima-se que 50 a 100 milhões de pessoas morreram. Surge a AIDS, em meados dos anos 70, cuja vacina tem sido um desafio aos cientistas até os dias de hoje. Após as guerras mais recentes, mais epidemias têm surgido no cenário mundial. É o caso do Ebola, oriundo do Zaire, na África, que surgiu nos anos 90, matando boa parte da população daquela região. Ao mesmo tempo em que a tecnologia aumentou no século XXI, os vírus também têm evoluído tornado-se cada vez mais fortes e perigosos. Em 2002 e 2003 aparece a SARS, ou a pneumonia atípica asiática, assustando a todo o globo terrestre e matando vários chineses em Hong Kong. Todas as autoridades ao redor do mundo todo entraram em alerta total nos aeroportos e portos marítimos, na tentativa de combater a epidemia. Em 2004, a gripe do frango assusta a Ásia, levando produções avícolas inteiras a serem sacrificadas, o que corresponde a milhões de frangos no mundo todo. Essa gripe é altamente transmissível ao ser humano e se propaga muito rapidamente. Pode levar o ser humano à morte. O vírus da gripe do frango se chama H5N1, que é uma mutação do vírus influenza, o mesmo que matou milhões no início do século XX no episódio conhecido como gripe espanhola. Hoje, estão se desenvolvendo vacinas por todo o planeta (inclusive no Brasil) para o combate a essa mutação do vírus influenza. Curiosamente, a medicina não sabe qual é a origem dos vírus. Suas origens são incertas. Sabe-se que um vírus possui alguns genes semelhantes aos das bactérias. Os vírus e bactérias são formas de vida unicelulares, mas são formas de vida. Deus é o autor da vida. Ou seja, somente Deus pode criar, ao passo que Satanás é um anjo caído, não pode criar nada, mas pode transformar a matéria. Satanás, ao longo da história da humanidade, fez experiências genéticas, como é o caso dos gigantes. Daniel Mastral e Isabela Mastral, em seu livro Rastros do Oculto, demonstram claramente que os gigantes são resultados de experiências genéticas de Satanás provenientes de relações sexuais entre demônios (anjos caídos) e mulheres humanas. “Aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama.” - Gênesis 6:1-4 Filhos de Deus é uma expressão hebraica cujo significado é anjo. A prova está em Jó 1:6 e Jó 2:1: “E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.” - Jó 1:6 “E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles, apresentar-se perante o Senhor.” - Jó 2:1 Os anjos que são citados em Gênesis 6:1-4 são anjos caídos, ou demônios, que foram lançados à terra por causa da rebelião de Satanás contra Deus. São aquele um terço de anjos, lembram? Pois bem, esse fato despertou a ira de Deus contra o homem, a ponto de reduzir sua idade para 120 anos. No caso dos demônios (os filhos de Deus) já foram condenados por Deus a essa altura. Estes gigantes eram aberrações! Tinham seis dedos nas mãos e nos pés. Com isso, vemos a capacidade do inimigo de transformar a matéria. No caso dos vírus, a mesma coisa aconteceu. Quando Adão e Eva estavam no paraíso, eles eram imortais, ou seja, nenhum vírus ou bactéria teria poder de matá-los. Os vírus e bactérias eram seres unicelulares criados por Deus para equilibrar o ecossistema – e somente isso! Acontece que, pelo pecado de Adão e Eva, o homem passou a morrer. Satanás adquire legalidade e passeia por toda a terra. Neste momento Satanás passa então a distorcer e modificar os vírus e bactérias, transformando-os em armas para se matar o ser humano. Terremotos O número de terremotos tem aumentado assustadoramente nos últimos 20 anos. Entre 2000 e 2010, aconteceram mais de 200.000 terremotos em toda a faixa da escala Richter, de acordo com o United States Geological Survey, dos EUA. Gostaríamos de ressaltar o que Jesus disse em Mateus 24:7-8: “Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores." - Mateus 24:7-8 Em Apocalipse, nos capítulos 6, 11 e 16, estão previstos os piores terremotos da história. Serão terremotos de nível mundial. Todos eles ocorrerão durante o período de Tribulação. “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;” - Apocalipse 6:12 “E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.” - Apocalipse 11:13 “E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terremoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terremoto.” - Apocalipse 16:18 O planeta Terra é composto de placas como se fossem gomos de uma bola de futebol, representando os continentes. Grossamente comparando, cada placa se chama placa tectônica. As falhas geológicas são os locais onde as placas se encontram. Fazendo-se uma comparação, seriam como as emendas entre os gomos da bola de futebol. As placas tectônicas estão sempre em constante movimento. Ao se movimentarem, chocam-se entre si e produzem o impacto chamado de terremoto, ou abalo sísmico. O ponto onde elas se chocam é chamado de epicentro. Porém o impacto é propagado, a partir do epicentro, de maneira circular (o mesmo efeito de se atirar uma pedra a um lago e ver as ondas do impacto da pedra na água se propagarem para mais longe em formato circular). Por onde as ondas passam, ocorrem abalos sísmicos. Quando o terremoto acontece am alto mar, as vibrações das placas tectônicas formam os chamados tsunamis (palavra japonesa que significa onda gigante), que podem invadir a costa, provocando devastações imensas. Os tsunamis, que são conseqüências dos terremotos, também são um sinal que precede a segunda vinda de Jesus Cristo. Esse fenômeno é explicitamente citado por Jesus em Lucas 21:25-28: “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações, em perplexidade [sem recursos, confusas, deixadas em dúvida, sem saber o que fazer] pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto [todos] os poderes do céu serão abalados. E então verão vir o Filho do Homem em uma nuvem, com poder e [Sua] grande glória [majestosa]. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.” - Lucas 21:25-28 A atual preocupação dos geólogos é que as placas tectônicas têm se movimentado de tal maneira que, em algum momento no futuro, todas resultarão em choques simultâneos, produzindo terremotos mais devastadores e de nível mundial.

Conflito Árabe-Israelense, briga entre irmãos. A ciência comprova!

Era uma vez um homem bem velho, casado, logicamente, com uma mulher bem velha. Ambos tinham o desejo de ter um filho, porém a idade da mulher, que beirava os 100 anos, já estava avançada demais para procriar, além do mais, a mesma era hestéril, nunca pode ter filhos. Porém, este homem não era um homem comum, o que o diferenciava dos demais era a sua Fé! Deus, olhando para ele, prometeu que faria uma grande nação de sua descendência. O que parecia impossível, dadas as situações contrárias. Porém ele acredeitou e confiou em Deus (Gênesis 15.1-6). Mas, e digo sonoramente: MAS, como o ser humano é fraco e não consegue mater-se muito tempo na esfera da fé, o tempo foi passando e este velho casal começou a duvidar que Deus cumpriria em suas vidas aquilo que prometera. Estou falando aqui da história de Abraão e Sara, os patriarcas da nação judaica. Sara, vendo que estava muito velha, e não podendo ter filhos, quis dar uma "ajudinha" pra Deus nessa promessa, e pensou mais ou menos assim "bom, Deus prometeu um filho para Abraão, mas não disse que seria gerado no meu ventre. Vou conceder que minha empregada durma com ele, para que assim lhe de um filho, que será nosso, e a promessa se cumprirá" (Gênesis 16.2-4). Que ideia, não? Mas o leitor nao se assuste, naquele época o homem podia ter tantas mulheres quanto pudesse sustentar, e existiam as concubinas, que eram empregadas que as vezes faziam um papel de amante, tudo com o consentimento da esposa oficial do camarada. O que você acha que aconteceu? Abraão pensou duas vezes? Não, coabitou sem trauma nenhum com a serva chamada Agar, e teve um filho com ela, que se chamou Ismael! (Gênesis 16.15) Mas esse não era o plano de Deus, ele disse que faria de Abraão uma grande nação juntamente com Sara, nao com sua empregada. Passando o tempo, chegou o momento de Deus cumprir sua promessa (tudo tem o seu tempo certo), e Deus mudou a sorte de Sara, de modo que abraão a "conheceu" e foi gerado um filho, o filho da promessa, o qual passou a ser chamado de Isaque! Dai começou um conflito em família. Agar agora passou a desprezar a sua senhora, gabando-se de ter dado o filho tão desejado para o seu senhor. O que fez com que Sara se sentisse humilhada (Gênesis 16.4,5); já o filho dela, Ismael, começou a perseguir Isaque, por ciúme, pois acreditava que seu pai amava mais o seu irmão. Isso tudo fez com que Agar fosse abandonada por Abraão. Agar, abandonada juntamante com seu filho, foi-se para o deserto (Gênesis 16.7). Mas Deus não a desampara. O homem pode ser injusto, mas Deus não! Um anjo apareceu a Agar no deserto e a confortou, dizendo para ela voltar e humilhar-se perante Sara (Gênesis 16.9), e profetizando que de Ismael nasceria uma grande nação. Mais adiante, em Genesis 17.20 Deus promete que da descêndência de Ismael sairiam doze príncipes. E tudo isso se cumpriu! Abraão gerou, dentre outros, estes dois Filhos: Isaque e Ismael. Isaque foi o filho da promessa, e deu origem a nação de Israel. Já a descendência de Ismael cresceu sobre a terra, e deu origem à nação árabe! Ou seja, árabes e judeus, apesar de tantas guerras, são, biblicamente falando, irmãos! Ambas as "nações" descendem de um ancestral comum: Abraão! É interessante observar as características da descendência de Ismael profetizadas pelo anjo e por Deus. Veja só que que a Bíblia diz em Gênsesis 16.12 e 17.20: Ele será homem bravo A sua mão será contra todos e a mão de todos contra ele habitará diante da face de todos os seus irmãos gerará doze príncipes Tudo isso cumpriu-se na nação Árabe de hoje. Os árabes são conhecidos por ser um povo bravo, que vive constantemente em guerra e aprontando atos de terros por ai, de forma que é contra todos os que não aceitam suas doutrinas (Islã) e todos são contra eles por pensarem assim. Habitam diante da face de seus irmãos (os Judeus). Isso de fato é incrível! Israel está cercado pelos palestinos (árabes), de modo que até mesmo a cidade de Jerusalém esta dividida entre árabes e judeus. Querendo ou não, judeus e árabes hoje habitam frente a frente um do outro. E o ciume que existia no coração de Ismael ainda permanece no coração dos árabes, de modo que ambos até agora não encontraram a paz como irmãos. E os doze príncipes? Olhe para o mapa e veja de quantas nações o mundo árabe é constituido hoje: Libano, Síria, Iêmen, Jordânia, Egito, Arábia Saudita, Sudão, Líbia, Argélia, Tunísia, Marrocos e Iraque. Doze nações! A profecia se cumpriu! Paralelmanente os judeus são constituidos de doze tribos, que foram os doze filhos de Jacó (filho de Isaque): Rúbem, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom, José, Benjamin, Dã, Naftali, Gade e Aser. A Bíbilia é incrível, não é mesmo? Mas agora observe a manchete de uma reportagem da Revista Veja, datada de 17 de Maio de 2000: Irmãos de sangue - Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia. Veja na íntegra o que este artigo diz: "Se a origem genética em comum fosse sinônimo de paz, talvez a dolorosa história de conflitos no Oriente Médio nunca tivesse começado. Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4.000 anos. Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa na Bíblia de que árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão. A pesquisa conduzida pelo biólogo Michael Hammer, da Universidade do Arizona, com a colaboração de cientistas europeus, israelenses e sul-africanos, comparou o cromossomo Y (presente apenas no sexo masculino) de 1.371 homens de 29 comunidades. Acredita-se que todos os cromossomos Y existentes sejam originários de um único "Adão", que viveu há 140.000 anos. Em princípio, são idênticos em todos os homens, mas pequenas modificações podem ocorrer na seqüência de DNA dos cromossomos Y. As mudanças não afetam os genes e não se refletem no corpo, mas permitem acompanhar as várias linhagens familiares da espécie humana, como se fosse uma assinatura. Os pesquisadores perceberam também que, apesar da longa diáspora, as populações judaicas mantiveram intacta a identidade biológica. A tradição hebraica considera como judeu aquele que é filho de mãe judia. Sabe-se agora que a quantidade de pais não judeus foi igualmente bem reduzida. O resultado não apenas está de acordo com a tradição bíblica como refuta as teses de que as comunidades judaicas atuais consistem principalmente de descendentes de convertidos de outras crenças ou dos khazars, uma tribo do Cáucaso que adotou o judaísmo na Idade Média. "Onde quer que fossem, eles permaneceram geneticamente muito isolados", diz Hammer." Somente agora, depois de quatro mil anos de história é que os cientistas e estudiosos dão crédito a esta verdade Escriturística. A Bíblia é a Palavra de Deus, nela podemos confiar! A ciência jamais vai conseguir contradizer nenhuma verdade cientifica nela estabelecida! Abraço a todos!

segunda-feira, 26 de março de 2012

1 Samuel 28 – Saul se comunicou com o espírito de Samuel?

Parte I – As Evidências Já houve bastante polêmica acerca dos eventos registrados em 1 Samuel 28:7-20. Nesta passagem, o primeiro rei de Israel, Saul, já nos últimos dias da sua vida, pede para uma necromante invocar o espírito de Samuel. Saul quer pedir conselhos de Samuel apesar de Samuel, ainda com vida, ter se recusado a dar mais conselhos. Aparentemente, Samuel aparece e se comunica com Saul, confirmando o que já havia profetizado, que Deus virou contra ele e que deu o reinado dele a outro – Davi. A polêmica se levantou na interpretação desta passagem em relação à possível comunicação com os mortos. Alguns acreditam que Saul de fato comunicou-se com Samuel. Outros acreditam que não. Dos que acreditam que Saul não se comunicou com Samuel, há quem acredite que Saul foi enganado pela necromante. Outros afirmam que foi um espírito enganador, talvez até um demônio que se comunicou com Saul. Evidentemente, uma das preocupações dos intérpretes é com a possibilidade de reconhecer que a comunicação com os mortos é possível. Apresentaremos os indícios que nos levam a crer que de fato Saul falou com o espírito do profeta morto Samuel. Em seguida apresentaremos evidências para confirmar esta conclusão. Finalmente, examinaremos a questão das implicações desta interpretação. As Evidências a. A evidência da Palavra A evidência mais convincente de que Saul de fato se comunicou com o profeta morto Samuel é o testemunho da própria Bíblia. Veremos esta evidência com uma análise do próprio texto da passagem. Às vezes os intérpretes esquecem de um dos princípios básicos da interpretação – o exame detalhado do texto. Como resultado, alguns começam a atribuir, sem fundamento, palavras ou conceitos ao texto que jamais existiam na Palavra. Na nossa análise da passagem veremos que um exame objetivo do texto, mesmo em tradução, revelará que de fato Saul se comunicou com o espírito do falecido Samuel. A passagem começa com Saul movido pelo medo à procura da médium de En-Dor (1 Sam 28:5-10). Os filisteus juntaram um grande exército contra Israel e, no início da passagem em questão Saul começa a perceber que ele vai perder a guerra. Ele pede para a médium ou necromante de En-Dor chamar Samuel (v.11), o profeta já morto (v.3). Samuel havia o guiado antes, mas o deixou depois que ele desobedeceu o Senhor (1 Sam 15:26). Numa sessão de necromancia digna de um filme de terror, Saul se junta com a mulher quando ela tenta trazer de volta para esta vida o espírito do falecido Samuel. Assustada com a aparição do ser que ela invocou, a mulher grita em alta voz (v. 12). Quando a mulher descreve o homem que ela vê, Saul entende que é Samuel (vv.12-14). Alguns intérpretes se detêm muito com a percepção de Saul, como se o resto do relato fosse apenas descrever o que Saul entendeu. No entanto, o relato segue no formato do resto do livro de Samuel, dando a entender que o que está sendo contado de fato ocorreu. Em nenhum momento nos versículos posteriores há qualquer indício de que aquilo que é relatado seja fruto apenas da imaginação de Saul ou que a mulher o enganou. Não há palavras como “entendeu” ou “imaginou” descrevendo o que aconteceu. Em v. 15, por exemplo, quando a passagem relata as primeiras palavras do ser que apareceu, o versículo não diz “Aquele que Saul pensou ser Samuel disse...” ou “Aquele que Saul entendeu ser Samuel falou ...”. A passagem diz “Samuel disse a Saul...”. Estas palavras são as mesmas nas traduções de Almeida Atualizada e Corrigida e na Bíblia de Jerusalém. A NVI apenas muda para “Samuel perguntou a Saul”. Ou seja, as principais traduções em português dão a entender que aquilo que é relatado se baseia em fatos verídicos. Portanto não há evidências no texto que apóiam a interpretação de que Saul se confundiu ou que a necromante o enganou. Logo em v.12 vemos o primeiro indício de que aquele que apareceu foi de fato Samuel. v.12 - “Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz...” Lendo a passagem em português fica evidente que a mulher viu o próprio Samuel. A passagem não diz “A mulher disse que era Samuel” nem “A mulher fez de conta que era Samuel”, mas “Vendo a mulher a Samuel...”. O texto da própria Bíblia dá a entender que o que a mulher viu foi Samuel. Isso fica claro no português da Almeida Revista e Atualizada. Mas, para quem tiver dúvidas ainda, apresentamos em seguida o texto no original em hebraico e na tradução para grego da Septuaginta com interlinear em português: Em seguida, todos os versículos que tratam do ser que apareceu o chamam de Samuel: v. 15 - “Samuel disse a Saul...” v.16 - “Então disse Samuel...” v. 20 - “... Saul ... foi tomado por grande medo por causa das palavras de Samuel...” Vejamos o texto do início de 1 Samuel 28:15 no original em hebraico e na tradução para grego da Septuaginta com interlinear em português: Embora seja difícil para alguns aceitarem, é preciso perguntar, quem é que a Bíblia diz que a mulher viu? [Veja v.12.] Quem é que a Bíblia diz que falou com Saul? [Veja vv.s 15 e 16.] A Bíblia diz que Saul foi tomado por grande medo por causa das palavras de quem? [Veja v. 20.] A resposta a todas estas perguntas, segundo a própria Bíblia é Samuel. De acordo com a própria Bíblia a mulher viu Samuel. Segundo a Bíblia, Samuel falou com Saul e foram as palavras de Samuel que Saul ouviu e temeu. Se a Bíblia chama este ser de Samuel, quem tem autoridade superior para negar esta afirmação? Alguns alegam que aquilo que apareceu foi um espírito maligno ou enganador. Mas, nas Sagradas Escrituras, quando um profeta falso ou espírito maligno ou enganador está atuando, é revelado eventualmente quem aquele espírito representava (Juizes 9:23; 1 Reis 13:18; 22:22-23; 2 Crôn. 18:21-22). Observamos que no caso do evento relatado em 1 Samuel 28 a Bíblia nunca chama aquele que apareceu de um “espírito enganador” ou um “demônio mentiroso”. De fato, a Bíblia sempre chama aquele que apareceu de Samuel. Podemos debater se seria justo ou lógico Deus permitir Samuel voltar para falar com Saul. Mas, no final, temos que decidir se vamos basear nossas conclusões no nosso raciocínio e lógica, ou naquilo que a própria Bíblia diz. Neste caso, a Bíblia diz que quem apareceu e quem falou foi Samuel. Quem se sente apto para falar contra o que a própria Bíblia diz neste caso? b. A evidência do testemunho do ser que apareceu. O ser que apareceu a Saul nunca falou nada contra a Palavra do Senhor. Pelo contrário, o ser simplesmente confirmou tudo que Deus havia profetizado a Saul. Este ser dificilmente poderia ser um espírito enganador, pois só confirmou tudo que a Palavra de Deus nos dissera até aquele ponto. Observamos ainda que o ser que apareceu sabia coisas que eram do conhecimento de Saul e Samuel. Se essas coisas eram sigilosas ou não, ninguém sabe ou pode afirmar. Mas é claro que o conhecimento deste ser é compatível com o que iríamos esperar de Samuel. c. A evidência da profecia do ser que apareceu. O ser que apareceu a Saul profetizou que Israel seria derrotado pelos filisteus, e que Saul e seus filhos iriam morrer logo em seguida. Esta profecia acaba se realizando. Em 1 Sam 31 lemos sobre a derrota de Israel pelos filisteus e a morte de Saul e seus filhos. Assim entendemos que este ser sabia não somente relatar coisas do passado de Saul, mas também profetizou com precisão sobre seu futuro. Alguns pensam que não foi Samuel que falou porque parece que ele errou na sua profecia. O pensamento destas pessoas é de que quando o ser disse “amanhã ... estareis comigo” (v.19) ele errou. Parece que demorou mais de um dia para Saul e seus filhos serem mortos. Primeiro, é preciso saber que a palavra “amanhã” no grego da LXX é aurion que pode ser literalmente “no dia seguinte” (Num 16:16; At. 23:20). Mas, esta palavra pode também significar “logo” (Mat 6:30; 1 Cor 15:32) ou algum tempo ainda indefinido do futuro (Gen 30:33; Deut 6:20). O mesmo se vê no hebraico, que usa a palavra machar, que pode significar literalmente “amanhã” (Num, 16:16), ou um tempo ainda indefinido do futuro (Gen 30:33; Deut. 6:20). Sabendo isto, uma interpretação possível do que o ser disse é, como traduzido por várias versões, “amanhã tu e teus filhos estareis comigo...”. Porém, uma outra tradução ainda perfeitamente aceitável do mesmo versículo seria “logo tu e teus filhos estareis comigo”. Dentro do contexto, tanto no grego como no hebraico, uma tradução que dá a entender que Saul e seus filhos morreriam “em breve” é totalmente aceitável. Segundo, é importante lembrar que o que acontece logo em seguida (caps. 29-30) não aconteceu necessariamente em ordem cronológica após os eventos de Cap. 28. 1 Crôn. 10 fala da morte de Saul (que ocorre em 1 Sam 31). Mais adiante o mesmo livro, 1 Crôn. 12:19-20, fala dos eventos que ocorreram antes da morte de Saul, em 1 Sam 29. Isto não significa que as duas histórias estão em contradição, mas simplesmente que os historiadores não se sentiram obrigados a relatar as coisas precisamente em uma seqüência cronológica. Um exemplo desta prática se vê na história da fuga da família de Jesus para o Egito. Em Mat 2:15 lemos sobre Herodes morrendo. Em v. 16, imediatamente em seguida, ele está vivo ainda. Na primeira seqüência o foco da história é a família de Jesus. Na segunda seqüência, o foco é Herodes e sua reação. Embora no relato de Mateus uma história segue outra, as duas histórias tratam de eventos que aconteceram ao mesmo tempo, embora em lugares distintos. É bem provável que este é o caso das histórias de 1 Sam 28 e 29. Uma história focaliza a vida de Saul, outra a vida de Davi, mas não necessariamente em ordem cronológica. Uma seqüência que demonstra a mesma técnica pode ser encontrada no Evangelho de Lucas 3:19-20, onde Lucas conta sobre Herodes colocando João Batista na prisão. Mas, em seguida, Lucas relata o batismo de Jesus, que, segundo os outros Evangelhos, foi realizado por João Batista antes da sua prisão (Mt 3:13; Mc 1:9). No Evangelho de Marcos 6:17-29 lemos sobre a prisão de João bastante depois que realmente aconteceu, quando Herodes começa a ouvir falar de Jesus e teme que ele seja João ressuscitado. Em ambos os casos, um relato histórico acontece ou antes de outros eventos que seguiu, ou muito tempo depois. Isto não significa que os Evangelhos estão confusos, apenas que os autores nem sempre relataram um evento em sua seqüência cronológica. Concluímos, portanto que o que este ser falou a Saul acabou acontecendo como profetizado. Isto também seria compatível com o papel de Samuel como profeta. Isto também seria conhecimento privilegiado e que apenas alguém com poderes sobrenaturais poderia profetizar. Outra alegação de que a profecia do ser que falou a Saul não foi cumprida é baseada no fato de que um dos filhos de Saul, Is-Bosete não foi morto (2 Sam 2:10). A única coisa que temos a dizer sobre isto é que o ser que falou a Saul não disse que todos seus filhos iriam morrer. Ele apenas falou “tu e teus filhos” (1 Sam 28:19). Na verdade, todos os filhos de Saul que estavam lutando com ele naqueles dias morreram. Seria a respeito destes filhos que o ser estaria se referindo. Embora a passagem nem confirme nem contrarie, é bem possível que os outros filhos de Saul que morreram com ele estavam junto ao seu pai quando ele recebeu aquelas palavras de Samuel. Se este foi o caso, que seria perfeitamente natural, então Samuel estaria se referindo aos filhos que acompanharam Saul. Exatamente como profetizado, todos eles morreram. d. A evidência de outras traduções e textos antigos A frase de 1 Sam 28:15(a) transmite o mesmo sentido no Latim: “dixit autem Samuhel ad Saul quare inquietasti me ut suscitarer” Disse, pois, Samuel a Saul: Por que me inquietaste para subir/suscitar…? Na Septuaginta (LXX), a tradução em grego do AT, o texto que resume a condenação de Saul em 1 Crôn. 10:13 diz “Por isso Saul morreu pelas suas transgressões cometidas contra o Senhor, contra a Palavra do Senhor, que ele não guardara, porque interrogara e consultara uma necromante, e Samuel o profeta o respondeu. ” (kai apekrinato autw Samouhl o profhthv) O livro apócrifo Eclesiástico, incluído nas traduções Católicas, afirma “Depois disto, Samuel morreu e apareceu ao rei, predisse-lhe o fim da sua vida, e levantou a sua voz de debaixo da terra, profetizando, para destruir a impiedade do povo.” (Eclesiástico 46:23) (conhecido também como Sirach ou Sabedoria de Sirach 46:20) e. Os dicionários de grego e hebraico mais atuais confirmam a comunicação com Samuel. “… uma ocorrência da necromancia se menciona na história da visita que Saul fez à médium em En-Dor. A história da médium em En-Dor que fez subir o espírito de Samuel não lança dúvidas sobre a realidade daquilo que aconteceu, mas claramente condena a aventura.” (Colin Brown, artigo “Magia, Feitiçaria, Magos” em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Edições Vida Nova, 1978, tradução Gordon Chown, Vol. III, p. 110.) “ A palavra 'ôb refere-se claramente àqueles que consultavam espíritos, visto que 1 Samuel 28 descreve uma destas pessoas em ação. A famosa 'pitonisa de En-Dor era uma 'ôb. Embora Saul tivesse proibido 'feiticeiras' e 'mágicos' ele consultou um deles. Disfarçando-se, pediu que a 'médium' trouxesse Samuel dentre os mortos. Ela foi bem sucedida e, embora ele tenha-se queixado de ter sido perturbado, anunciou a Saul as más notícias…" (Robert L. Alden Artigo bAa ('ôb) “alguém que tem um espírito familiar” em Harris, R. Laird, Gleason L. Archer Jr. e Bruck K. Waltke, Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, São Paulo: Edições Vida Nova, 1998, p. 24. Veja também Schökel, Luis Alonso Dicionário Bíblico Hebraico-Português São Paulo: Edições Paulus, 1991, p. 32.) Embora nenhuma obra de interpretação secundária como dicionários ou comentários possam servir para nos dar a palavra final, devemos respeitar a experiência de peritos e estudiosos e considerar com todo respeito as suas conclusões. Quando obras como estas citadas concordam com todas as outras evidências apresentadas, principalmente da própria Palavra, temos motivos o suficiente para concluir que uma interpretação está com uma base confiável. Conclusão Preliminar O texto de 1 Samuel 28:7-20 nos leva a concluir com segurança que o espírito do falecido profeta Samuel de fato se comunicou com Saul em En-Dor. Podemos não compreender como Deus deixaria algo desta natureza ocorrer. Podemos estranhar tudo que ocorreu no evento em si e as implicações deste evento diante das proibições da Palavra em relação à comunicação com os mortos. Mas, a nossa interpretação da Palavra de Deus tem que se basear não naquilo que nós entendemos como lógico ou aceitável para nós, mas, naquilo que a própria Palavra diz. A chave para a interpretação tem que permanecer no texto em si e não na nossa lógica ou entendimento. Em Parte II iremos examinar as implicações deste texto. É preciso refletir sobre os eventos relatados neste texto e mandamentos e proibições no resto da Bíblia. Se uma passagem descreve algo que outras passagens condenam, será que aquilo que é descrito serve para justificar a prática? Se de fato Saul se comunicou com Samuel podemos concluir que a comunicação com os mortos é permitida? Ou, será que Deus fez algo extraordinário naquela situação por causa dos propósitos insondáveis dEle e que não cabe a nós questionar Sua soberania? Examinaremos estas e outras dúvidas em Parte II deste estudo. Que Deus guie e guarde a todos na sua busca de conhecer e seguir a Palavra e a perfeita vontade do Senhor.

1 Samuel 28 – Saul se comunicou com o espírito de Samuel?

Parte II – As Implicações Algumas Dúvidas a. Deus permitiria um profeta como Samuel participar numa prática condenada? Algumas pessoas raciocinam que o espírito morto de Samuel não poderia ter falado com Saul por causa da proibição por Deus de tal prática. O raciocínio destas pessoas é de que Deus não permitiria um servo tão fiel como Samuel participar numa prática condenada por Ele. Já demonstramos que Deus condena a prática da comunicação com os mortos. Concordamos que não faz sentido Deus permitir um servo dEle participar em algo condenado. Achamos, contudo, necessário lembrarmos duas coisas. (1.) Não devemos tentar limitar Deus pelo nosso raciocínio. Deus não age sempre conforme nossas expectativas. A própria Palavra de Deus nos mostra que há muitas coisas que Deus faz cujo sentido ou explicação não nos é revelado e não cabe a nós saber (Deut 29:29). Também, a Bíblia afirma que Deus faz coisas que não temos condições de compreender (Jó 5:9; Isa 5:8,9). Por este motivo devemos ter muita cautela em tentar vincular o que vamos aceitar Deus fazendo com o que é lógico ou que segue nosso raciocínio humano. Não cabe a nós ditar a Deus o que Ele pode ou não pode fazer. Nossa mente, mesmo iluminada pela presença do Espírito Santo, é capaz de errar na sua lógica. Eis a razão pela qual Deus nos deu sua Palavra para confirmar as coisas para nós. (2.) Há muitos exemplos na Bíblia de quando Deus permitiu uma pessoa cometer um pecado e ainda usou aquela pessoa. Isto não significa que Deus é contraditório ou que ele aprova o pecado. Isto apenas significa que Deus é soberano e mesmo quando alguém pecar, ele ainda pode realizar sua vontade. Alguns exemplos são: · A mentira é proibida como pecado pela Palavra de Deus (Ex. 23:1). Várias pessoas nos relatos da Bíblia mentiram, mas até suas mentiras permitiram a realização da vontade de Deus. Abraão (Gen. 20:2), Jacó (Gen. 27:18-19) e Raabe (Jos 2:1-7) mentiram, mas Deus ainda realizou sua soberana vontade através deles. Todos estes três são contados entre os antepassados de Jesus (Mat 1:1, 2, 5) e entre os colunas da fé Cristã (Heb 11: 8, 17, 21, 31). Não estamos dizendo, como alguns alegam, que Deus os abençoou por causa das suas mentiras. Estamos dizendo que Deus os abençoou apesar das suas mentiras. Nem por causa de um pecado condenado, Deus deixou de usá-los para realizar sua vontade. · O adultério é proibido por Deus (Ex. 20:14) e a sentença era morte para ambos achados no caso de adultério (Lev 20:10). Davi cometeu adultério com Bate-Seba (2 Sam 11:2-5). O filho da sua relação morreu, mas o segundo filho que eles tiveram foi Salomão (2 Sam 12:24), um dos homens mais sábios de toda a história. Nem Davi, nem Bate-Seba foram mortos pelo seu pecado, e o filho deles veio a ser um dos maiores reis de Israel e aquele que construiu o templo do Senhor em Jerusalém. · Davi também cometeu outro pecado quando matou o marido de Bate-Seba, Urias (2 Sam 11:14-17; 12:9). Matar era proibido por Deus (Ex. 20:13) e a sentença também era morte (Ex. 21:14). Deus não matou Davi por causa daquilo que ele fez, embora seu pecado tenha sido tão terrível como trair e matar um homem bom e justo como Urias. Apesar de tudo isto, Deus ainda continuou abençoando Davi como rei de Israel. Seu pecado teve conseqüências, mas Davi continuou sendo elogiado por Deus como “homem segundo o meu coração” (Atos 13:22), até os dias de Jesus. A Bíblia indica que, apesar dos seus graves pecados, Davi continua até hoje a ser um homem que seguia a vontade de Deus. Apesar dos seus pecados, Deus usou Davi para realizar sua vontade. Lembramos também que Davi foi um dos mais ilustres antepassados de Jesus. Mais uma vez, não queremos insinuar que Deus aprova o pecado. Mas, é evidente que Deus pode permitir algo que vai contra a vontade dEle, ou que transgride os mandamentos dEle, e ainda realizar sua vontade através daquela pessoa ou aquela situação. Por isso devemos ter cautela em declarar que Deus jamais permitiria um servo dEle fazer esta coisa ou aquela outra. Embora a procura pela comunicação com os mortos é expressamente condenado na Palavra de Deus, isto não impede que Deus use uma situação onde houve comunicação com os mortos para realizar a vontade dEle. b. Será que quando Saul morreu ele foi para o mesmo lugar de Samuel? Algumas pessoas questionam a afirmação daquele que falou com Saul quando ele disse “amanhã, tu e teus filhos estareis comigo...”. Estas pessoas acham difícil acreditar que Saul, que evidentemente morreu em pecado (uma vez que, além de toda sua rebelião, ele se suicidou), poderia ir, depois de morrer, para o mesmo lugar de Samuel. Primeiramente, precisamos observar que quando aquele que falou disse “tu e teus filhos estareis comigo” o ponto dele não era a ida de Saul para um lugar geográfico, mas para uma condição ou estado - a própria morte. Se presumimos que aquele que falou foi de fato Samuel, o que ele quis dizer não era que Saul iria para o mesmo lugar onde ele estava, mas para o mesmo estado. Ele estava usando uma expressão, um eufemismo, que significava a morte. Com uma certa freqüência a Bíblia fala da condição da morte em termos de um determinado lugar. A palavra hebraica mais comum para isso era “sheol”. As seguintes passagens se referem a um lugar “sepultura,” “cova,” quando de fato está se referindo a uma condição - a morte. “...Chorando, descerei a meu filho até à sepultura (sheol)....” Gen 37:35 “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura (sheol) e faz subir.” 1 Sam 2:6 “Que homem há que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro (sheol)?” Sl 89:48 “A sua casa é caminho para a sepultura (sheol) e desce para as câmaras da morte.” Pr 7:27 “Porquanto dizes: ‘Fizemos aliança com a morte e com o além fizemos acordo...” Is 28:15 Todas estes versículos (e muitos outros) vinculam um lugar (sheol), com uma condição, a morte. Ou seja, quando a Bíblia fala em alguém indo para sheol, fala da pessoa indo para sua morte. Presumindo que foi Samuel quem falou, ele estaria simplesmente usando uma expressão figurativa para dizer que Saul ia morrer. Se ele (Samuel) estava em Sheol (ou seja, morto, “na sepultura”) ele poderia dizer verdadeiramente que Saul iria para o mesmo lugar ( o túmulo, a sepultura, ou seja, a morte.) Jó afirmou que ia para o mesmo “lugar” que todos os mortos “Pois eu sei que me levarás à morte e à casa destinada a todo vivente.” (Jó 30:23) Segundo esta passagem há um só lugar para o qual todos os seres vivos estão destinados, “a casa destinada a todo vivente.” De certa forma, todos os homens têm o mesmo destino - o além, o outro lado da vida, a morte. Neste sentido sim, com certeza, Saul foi para o mesmo lugar que Samuel. c. Algumas pessoas alegam que Deus não teria respondido a Saul pelo profeta Samuel. Devemos notar que em Eze 14:1-11 Deus promete que, embora um homem esteja voltado no seu coração para a idolatria, Deus poderá responder a ele quando ele consultar o profeta. Mas, a resposta de Deus terá como finalidade justamente a destruição deste homem. Conclusão Vale a pena uma observação final. Se aquele que falou com Saul foi de fato Samuel, mas alguém hoje em dia diz que foi o demônio, esta pessoa hoje pode estar cometendo um grave pecado diante do Senhor. Em Mateus 12:22-32 Jesus pronuncia uma das condenações mais severas de toda a Bíblia sobre aqueles que chamam uma obra do Senhor uma obra do demônio. Jesus condenou tal erro como “blasfêmia contra o Espírito Santo”. Não cabe a nós julgar ninguém quanto a este assunto. Apenas entendemos necessário alertar todos para a possibilidade de estarem falando mal de um homem de Deus quando faz profecia que se cumpre e quando a própria Bíblia diz que ele era mesmo o profeta Samuel. A Bíblia condena claramente a comunicação com os mortos: Lv 19:31 - “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles: Eu sou o Senhor vosso Deus.” Lv 20:6 - “Quando alguém se virar para os necromantes e feiticeiros, para se prostituir com eles, eu me voltarei contra ele e o eliminarei do meio do seu povo.” Lv 20:27 - “O homem ou a mulher que sejam necromantes, ou sejam feiticeiros, serão mortos: serão apedrejados; o seu sangue cairá sobre eles.” Dt 18:9-12,14 - “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor...” Is 8:19 - “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” A comunicação com os mortos é possível? Tudo que vimos no episódio de necromancia envolvendo Samuel e Saul nos leva a crer que é. Contudo, devemos ressaltar a proibição divina contra esta prática. Ainda lembramos que o evento em que Saul participou de modo algum pode ser usado como autorização para comunicação com os mortos, uma vez que a mesma Palavra que relata este evento condena claramente o que Saul fez: 1 Cr 10:13 - “Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante.” Deus proibiu de forma categórica e clara a prática da comunicação com os mortos, embora haja evidência na Bíblia de que tal prática é possível. Se uma pessoa hoje em dia quer ignorar tal condenação e proibição, aquela pessoa tem esta liberdade. Ela pode até conseguir a façanha da comunicação com o além túmulo. Mas, um dia ela terá que responder a Deus pelas suas ações. A evidência da Bíblia indica que ela receberá a mesma resposta que Deus deu a Saul. “Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante.” – 1 Cr 10:13. A morte de Saul ao qual 1 Cr 10:13 se refere foi a morte física. Morrer a morte física já é bastante triste. Mas, há uma morte pior. A pessoa que desobedeça clara proibição do Senhor, buscando a comunicação com os mortos apesar das condenações na Palavra de Deus, tem outra morte à sua espera, a segunda morte. “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.” – Apocalipse 21:8 Esta segunda morte espera todos que desobedeçam a Deus, inclusive, como menciona Apoc 21:8, os feiticeiros. Dificilmente a maioria das pessoas que praticam a comunicação com os mortos iriam se considerar como feiticeiros. Esse termo hoje traz a idéia de magia negra, encantamentos e maldições. Mas, precisamos entender os termos bíblicos no seu sentido original, e não no sentido que as traduções modernas às vezes reproduzem. A palavra traduzida “feiticeiros” no grego original foi a palavra “pharmakos”. No período em que o livro de Apocalipse foi escrito, o termo original, pharmakos, se aplicava a todo tipo de magia e feitiçaria, inclusive a comunicação com os espíritos. Segundo O Dicionário Internacional de Teologia do NT, no artigo sobre magia e feitiçaria “atestam-se numerosas formas de magia no mundo greco-romano. … A evocação dos espíritos dos mortos já ocorre em Homero, Od. 11, e os necromantes eram reconhecidos como uma classe de mágicos.” (C. Brown, artigo “Magia, Feitiçaria, Magos” em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Edições Vida Nova, 1978, tradução Gordon Chown, Vol. III, p. 109.) Referente ao termos pharmakos, o dicionário explica que, no trabalho destas pessoas “tem havido uma tradição mágica de ervas colhidas e preparadas para encantos, e também para encorajarem a presença de espíritos em cerimônias de magia.” (J. Stafford Wright, artigo “Magia, Feitiçaria, Magos” em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vol. III, p. 114) A palavra pharmakos, embora traduzida “feiticeiros” nas traduções em português, se referia no grego original também àqueles que se comunicavam com os espíritos. Como o livro de Apocalipse alerta, estas pessoas enfrentarão a segunda morte, que é a condenação eterna da alma. Embora houve pelo menos um exemplo na Bíblia de busca e verdadeira comunicação com os mortos, no caso de Saul e Samuel em En-Dor, este episódio jamais deve servir como exemplo, a não ser daquilo que devemos evitar. As condenações e proibições da Palavra quanto à comunicação com os mortos são suficientemente claras a não deixarem dúvidas. Que todos possam dar ouvidos às alertas da Palavra de Deus e voltar a ouvir e seguir a orientação do único espírito que devemos atender – O Espírito Santo de Deus. “Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.” (1 João 4:6). Que Deus possa dar ouvidos a todos e que todos possam atender e seguir as palavras dEle.

DIGNO É O TRABALHADOR DO SEU SALÁRIO

[Este texto foi extraido do livro "Provérbios do Homem-Deus" Copyright © 2003 Editora Vida Cristã. Reproduzido com a devida autorização.] Judas Iscariotes não gostou do "salário" que recebeu por trabalhar com Jesus. Ele era um daqueles que pensava que "a piedade é fonte de lucro" (1 Timóteo 6.5). Ele queria enriquecer. Quando percebeu que não iria fazer fortuna como "tesoureiro do reino de Jesus" pediu de-missão. Pelos três anos de serviço "inútil" de pregação do evangelho, ele exigiu uma "indenização" de trinta moedas de prata, o preço que se conseguia pela venda de um escravo. Judas não passou nenhuma necessidade física enquanto foi enviado por Jesus para pregar o evangelho: todos os obreiros recebiam cama e comida nas cidades onde pregaram. Mas Judas certamente achava que era pouco. Ele provavelmente pretendia ganhar como um funcionário do alto escalão e não viver como um "bóia-fria". Não havia contentamento naquele coração. O provérbio que vamos estudar ensina aquilo que Judas não quis aprender. Qualquer obreiro ou discípulo que não aprender esta lição, pode estar cometendo o mesmo erro de Judas: pode estar comprando sua própria sepultura (Mateus 27.3-10). RECEBER O QUE MERECE E MERECER O QUE RECEBE "Digno é o trabalhador do seu salário" (Lucas 10.7) é um dito de Jesus dirigido aos obreiros do evangelho. Os doze apóstolos foram encaminhados à missão em Israel com este ditado (Mateus 10.10)42. Os setenta receberam a mesma recomendação (Lucas 10.7). Paulo citou duas vezes este dito, uma vez fazendo referência à sua pessoa e aos obreiros em geral (1 Coríntios 9.14) e outra vez falando especificamente sobre os bispos da igreja (1 Timóteo 5.18)44. A forma como o ditado aparece em Mateus 10.10 é um pouco diferente da que ocorre no outros textos: "Digno é o trabalhador do seu alimento". O uso do termo "salário" (em Mateus 10.10) ou "ali-mento" (em Lucas 10.7) não altera o sentido básico do provérbio. O sentido deste provérbio é duplo: o obreiro vai receber o que merece e o obreiro vai merecer o que recebe. Ele vai receber o que merece no sentido de sua segurança pessoal: ele não vai morrer de fome. Ele vai merecer o que recebe no sentido de que não há vergonha nenhuma em ser sustentado: ele é um homem honrado e digno. Ele merece. Assim o Mestre fala aos obreiros de segurança e honra, liga-das ao sustento que recebem por pregar o evangelho. SEGURANÇA "Preocupe-se com a pregação e não com a provisão". Este é o sentido das instruções dadas por Jesus aos missionários (Mateus 10.9-11; Lucas 9.3-4) sobre o que não levar na viagem missionária (Marcos 6.8-10; Lucas 9.3-4). Não era necessário levar suprimentos ou dinheiro: Deus iria cuidar de tudo. Como? Eles deviam aceitar a hospitalidade e sustento temporário de uma família da comunidade visitada. Eles anunciavam a aproximação do reino de Deus e nesta qualidade deviam ser sustentados pela comunidade de ouvintes "porque digno é o trabalhador do seu salário" (Lucas 10.7). O obreiro precisa ter fé em Deus e confiança no valor de sua mensagem para deixar por conta de Deus e da importância da mensagem a garantia de sustento. Jesus foi sustentado pelos que o seguiam (Lucas 8.1-3). Paulo recebeu ajuda (Filipenses 4.10-20) e salário das igrejas (2 Coríntios11.8). Os evangelistas itinerantes do fim do primeiro século eram auxiliados materialmente em seu trabalho (3 João 6). Este provérbio de Jesus recomenda ao obreiro uma postura de fé para que confie no suprimento, sustento e alimento que Deus vai providenciar. DESPRENDIMENTO É importante notar que quando Jesus diz ao obreiro que ele vai ter o seu alimento, ele ordena ao mesmo tempo um comportamento desprendido. As recomendações para que não fiquem mudando de local de hospedagem (Mateus 10.11; Marcos 6.10; Lucas 9.4; 10.7-8) visam proibir a busca de melhores acomodações e melhor comida. O obreiro deve ficar contente com o que recebe. Seu alvo é a pregação e não o conforto. Estes textos tratam de obreiros itinerantes que viajavam desacompanhados de família, ou por serem solteiros ou por terem deixado a família em casa (Lucas 18.28). Viajar com esposa certa-mente traria maiores necessidades (1 Coríntios 9.5). Mas em todos estes casos, o princípio permanece de que o obreiro não trabalha visando ficar rico, mas servir a Deus. O contentamento mencionado por Paulo (1 Timóteo 6.6-10) deve ser a característica do obreiro em relação ao sustento material. O desejo de ter mais é perigoso e fonte de grandes problemas. O necessário já basta. HONRA "Digno é o trabalhador do seu alimento" (Mateus 10.10) fala também que este sustento é algo honrado. No mundo moderno, o sustento obtido no trabalho de evangelização ou de edificação espiritual não é, normalmente, considerado como algo digno. Jesus, porém, afirma que não há nenhuma vergonha em ser sustentado para pregar o evangelho. De fato, é uma honra. Paulo citou este provérbio de Jesus como Escritura quando falava sobre os dobrados honorários (ou honra) que deviam ser dados aos presbíteros que trabalham arduamente (1 Timóteo 5.17-18). Seu sustento é uma forma de prestar-lhes honra, reconhecendo o valor da obra que fazem. Devo a Josef Pieper uma interessante consideração sobre os vocábulos salário e honorário. "O conceito de honorário afirma que existe uma disparidade entre resultado e recompensa, que a atividade, como tal, não pode ser paga. O salário, pelo contrário (em sentido estrito, pelo qual se distingue de honorário), diz que se paga o `trabalho real' ; o salário está em função do resultado e não existe incomensurabilidade entre ambos. Honorário, além disto, significa (no sentido estrito do termo): contribuição para o sustento; salário (no sentido estrito) significa: o pagamento do serviço prestado, sem respeito para as necessidades do sustento."[1] Tomando esta definição de termos, que vem mais da filosofia do que da Bíblia, pensamos que o obreiro sempre recebe honorário (no sentido estrito), pois o valor da tarefa de pregar o evangelho nunca poderia ser pago, mesmo que todo o dinheiro do mundo fosse utilizado. A honra intrínseca ao trabalho de pregar o evangelho transparece quando notamos a subordinação dos bens materiais aos propósitos espirituais. A coleta para os irmãos pobres de Jerusalém (Romanos 15.22-28) é anunciada como se fosse uma dívida da igreja gentílica para com a igreja judaica. Já que os judeus deram aos gentios participação nas bênçãos espirituais da salvação, não é pedir demais que os gentios retribuam materialmente através da oferta. Paulo diz: já que o lado espiritual é mais importante, os bens materiais podem e devem ser usados para agradecer aos originadores humanos destes bens espirituais. A mesma prioridade do espiritual sobre o material se vê na questão: "Se nós vos semeamos coisas espirituais, será muito recolher-mos de vós bens materiais?" (1 Coríntios 9.11). O menos importante serve o mais importante: o material serve o espiritual. Paulo, neste contexto, lembrou da frase de Jesus: "Digno é o trabalhador do seu salário" (Lucas 10.7) e disse: "Assim ordenou o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho" (1 Coríntios 9.14). Ser sustentado para pregar o evangelho é um grande privilégio. "DE GRAÇA RECEBESTES, DE GRAÇA DAI" O evangelho e a graça divina nunca se vendem (Mateus 10.8). Apesar do evangelho ser a coisa mais valiosa do mundo e de haver manda-mento bíblico para o sustento de obreiros, não se trata de vender o evangelho. A pregação deve ser feita com ou sem recursos (Filipenses 4.10-13). Mas, sem dúvida, o sustento do obreiro auxilia a obra e agrada a Deus (Filipenses 4.14-19). O obreiro não deve alimentar ambições de progresso financeiro ou material. Tais aspirações marcam o caráter de um homem corrupto (1 Timóteo 6.5). O obreiro autêntico se contenta com o necessário (1 Timóteo 6.6-8). Afinal de contas ele é um homem que prega sobre o mundo vindouro; seria ridículo e contraditório se acumulasse bens no mundo presente. Além disto, o obreiro que corre atrás de dinheiro acaba por perder a fé (1 Timóteo 6.9-10). APLICAÇÃO O provérbio de Jesus, "Digno é o trabalhador do seu salário", sugere muita aplicações práticas que já foram notadas acima. Queremos reforçar os seguintes pontos: 1. Honremos aos obreiros que vivem do evangelho. Gálatas 6.6 diz que o aluno deve fazer o seu professor participar das coisas boas que ele tem. Isto quer dizer que o aluno "divide" seus bens com o professor. Não é certo deixar em dificuldades de sustento aqueles que nos instruem no evangelho. O salário (ou melhor: honorário) do obreiro deve servir para honrar aquele que o recebe e não ofendê-lo (1 Timóteo 5.17-18). Por isto Gálatas 6.7-10 adverte para não zombar de Deus pela negligência ao sustento dos professores. Se investimos (semeamos) apenas nas coisas pecaminosas, só havermos de colher corrupção. Deve-se semear para o que é ligado ao Espírito Santo, e então teremos os resultados na vida eterna. Assim, é para fazer o bem a todos, começando com a família da fé, e no contexto, os primeiros a serem atendidos são os professores da Palavra de Deus. 2. Não aceite extremos. Num extremo está o obreiro que não é atendido dignamente pela irmandade. No outro está o mercenário que muda de igreja em igreja, conforme a melhor oferta de emprego. Nenhuma destas situações pode ser permitida. Não há nada errado em ser bem pago pela igreja. De fato, há casos em que isto precisa ocorrer por mandamento (1 Timóteo 5.17-18). O erro é ter isto como método de vocacionar obreiros ou como alvo de carreira ministerial. Por outro lado, sujeitar um obreiro e sua família a uma situação degradante, recebendo o menor salário possível, é zombar de Deus e incorrer em grave perigo espiritual. 3. Não se desculpe. Os obreiros não devem ceder à pressão social que qualifica seu trabalho como desnecessário ou indigno. Quem acha que o obreiro esforçado e trabalhador é um homem que ganha sem fazer nada, provavelmente teria feito o mesmo juízo de Jesus, se tivesse convivido com ele. "Digno é o trabalhador do seu salário/alimento". 4. Um apelo à fé. Pregar o evangelho é o trabalho mais importante do mundo. A igreja tem o privilégio de mostrar sua fé no valor do evangelho sustentando financeiramente aqueles que ela mesma reconhece como vocacionados por Deus para realizar esta tarefa. O obreiro também deve mostrar sua fé, confiando que Deus vai assegurar-lhe o necessário, de um modo ou de outro, para que ele continue a pregar a Palavra de Deus.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Médicos chamam de ‘milagre’ jogador cristão ter ressuscitado

O jogador de futebol Fabrice Muamba tem 23 anos e é congolês naturalizado inglês Pessoas de todo o mundo têm orado pelo jogador de futebol Fabrice Muamba, do time inglês Bolton. O jovem de 23 anos é cristão e seu coração parou durante a partida contra o Tottenham no último sábado. Ele permanece em estado delicado, mas já dá sinais de melhora e não corre mais risco. Durante o último fim de semana a expressão #pray4muamba [ore por Muamba] entrou nos TTs do Twitter. Jogadores de futebol de vários times do mundo usaram camisetas com essas palavras. A noiva do jogador usou sua conta do microblog para dizer: “Deus está no controle. Por favor, continuem orando por @fmuamba”. O gerente de futebol do Bolton, Owen Coyle, falou em nome da família disse: “Eles são muito gratos pelas mensagens de apoio e as orações de todos”. Bruce Dyer é um ex-jogador de futebol da Premier League e cristão. Ele declarou que é vital que todos continuem orando. Muito tem sido falado sobre como o mundo do futebol se uniu por causa do incidente. Atletas como David Beckham manifestaram sua preocupação e muitos outros tuitaram suas orações e apoio. Os relatórios sugerem que levou cerca de duas horas para que o meio-campista começasse a respirar novamente. Os médicos que prestaram socorro dizem que é difícil entender por que isso aconteceu. Mas em uma entrevista nesta terça-feira, o médico do Bolton, Jonathan Tobin, resumiu a questão. O jogador congolês esteve “efetivamente morto” por 78 minutos e sua recuperação é simplesmente um “milagre”. Os jogadores dos times Bolton e Tottenham ficaram chocados enquanto Muamba era atendido ainda no gramado “Nós contamos: foram 48 minutos dentro de campo e indo para o hospital e mais 30 por lá (tentando reanimá-lo). Nesses 78 minutos, ele estava efetivamente morto. Temíamos pelo pior e não achamos que ele poderia se recuperar dessa forma. Se eu fosse usar o termo ‘milagre’ em qualquer situação seria em algo assim”, disse. Tobin explicou também que a equipe médica precisou usar o desfibrilador mais de 16 vezes para reanimar o jogador. “Usamos o desfibrilador duas vezes no campo, uma vez no túnel que separa o gramado dos vestiários e 13 vezes na ambulância. Foi um milagre”, afirmou. O médico disse ainda estar “assombrado” com a recuperação e temia pelo pior. Shabaaz Mughal, médico do Tottenham ajudou a prestar socorros a Muamba e lembra que “ele pareceu respirar por umas duas vezes, e depois não respondeu mais”. Andrew Deaner, cardiologista do Hospital do Coração de Londres, estava no estádio como torcedor e pode perceber que algo sério estava acontecendo. “Você sempre espera que, se tiver o desfibrilador e chegar rapidamente ao local, eles (os pacientes) vão responder depois de dois ou três choques… Se for usar o termo ‘milagroso’, ele provavelmente caberia aqui. Ele teve uma recuperação impressionante até o momento”. Deaner relatou um momento emocionante, depois que o jogador foi reanimado e recobrou a consciência, o doutor tentou saber como estava seu paciente. “Duas horas depois, sussurrei ao seu ouvido: ‘qual seu nome?’ E ele disse ‘Fabrice Muamba’. Eu falei: ‘ouvi dizer que você é um ótimo jogador’, e ele: ‘eu tento’.